As Drogas na Sociedade

O problema das drogas vem atingindo a sociedade brasileira há anos e nenhuma solução foi encontrada até hoje. O assunto é demasiado complexo para solucioná-lo, e é preciso primeiro descobrir quais são as causas e conseqüências. É evidente o transtorno gerado pela articulação desses bens ilícitos, gerando as economias cruéis do narcotráfico que elimina diariamente vidas de adolescentes, sobretudo nas comunidades pobres. Há também o surgimento de um poder paralelo que manda mais que o Estado e gera violência acabando com a qualidade de vida da cidade. E em escala maior ainda na economia, podemos citar como exemplo as inúmeras empresas que deixaram o Rio de Janeiro porque funcionavam em áreas de risco, dominadas pelo tráfico.

Viciados, negociantes, e todos os seres humanos têm tendência a isolar do ego tudo o que pode tornar-se fonte de tal desprazer, e lançar isso para fora de modo a criar um puro ego em busca do prazer. Esse processo tem início quando somos crianças recém nascidas e não distinguimos o que é nosso corpo e o que pertence ao mundo externo. Gradativamente vamos aprendendo e somos influenciados por diversos estímulos, e ficamos fortemente impressionados por certas fontes de excitação que durante esse período podem ser o próprio bebezinho encantado com o seu pé, ou mais tarde, um adulto reverenciando seu baseado.

Visto que o que nos rege é o principio do prazer, somos dominados totalmente por isso, mas jamais conseguimos saciar essa vontade sem limites. Tudo ao nosso redor é contrário a isso, e toda nossa satisfação é momentânea. Nós só conseguimos absorver um prazer intenso se tiver contraste, afinal o que se prolonga nos gera apenas uma sensação de contentamento. No mundo das drogas isso é evidente, no modo pelo qual vemos pessoas tomando doses cada vez maiores para impor esse contraste ao seu contentamento. Toda satisfação de um instinto é por nós chamada de felicidade, podemos ter esperanças de nos libertar de uma parte de nosso sofrimento agindo sobre impulsos instintivos. Logo, a realidade é vista como única inimiga e centro da privação de todo nosso prazer, o que justifica então o uso das drogas como fonte de escapismo. Talvez então o grande dilema seja; como solucionar o problema das drogas, se ele está tão intrinsecamente ligado a nossa busca pela felicidade.

Por Gabriela  Soeltl e Veridiana Jordão

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